terça-feira, 16 de junho de 2009

A Pracinha

Um dia acordei com vontade de beber
Um golinho só para cumprir o meu dever
Ao chegar em casa minha mulher se alterou
Com um copo d’água na minha cara ela jogou

Jurei que nunca mais isso aconteceria
Jurei por bom Jesus e também virgem Maria
Agora o que eu quero é sair da nostalgia
Viver com minha família com bastante alegria

A rapaziada me levava pela prosa
Porque eu fazia uma forte palhaçada
Logo eu saia pra pegar minha carroça
Deixando todos eles numa forte gargalhada

Veja o que faz, não quero mais
Um passo em frente e um outro pra trás
Minha família, dando desgosto
Jogando até copo d’água no meu rosto

Agora em frente sou muito amado
Já consegui um pouquinho de sorte
Por minha família sou estimado
Vivo feliz com a minha consorte

1 comentários:

Anônimo disse...

Cara Odete,
Sou arquitecto, moro em Lisboa, e estou fazendo um projecto sobre o Ceará. Utlizei sua poesia como inspiração. Parabéns por sua inpiração e ternura nas palavras.
É lindo ver seu trabalho!
abraços,
Romulo Castro