terça-feira, 16 de junho de 2009

Pressentimento

Já tinha passado dois anos e a saudade ainda martirizava. Certa noite, acordei pelo choro convulsivo de minha filha Marileide e chegando ao quarto dela estava sentada na cama e quando me viu, disse:
- Mamãe, a senhora não morreu?
Eu respondi: não, minha filha, você não está me vendo?
Ela disse: Eu estava sonhando que ia levando a senhora morta.
Eu acariciei ela e disse:
- Durma, foi apenas um sonho!
Passei o dia angustiada e a noite não saía do quarto do meu lindo casalzinho. Não me cansava, pegava um, beijava, abraçava, e depois fazia a mesma coisa com o outro. E fui deitar tarde sem querer sair de perto deles. Só não entendia. Sabia que ia acontecer algo de ruim, mas não entendia qual dos dois, querendo aproveitar os poucos momentos para curti-los.
Acordei ansiosa numa tristeza invadindo todo o meu ser. Fui acariciar a Wanuzinha, notei que ela estava muito quente e se queixando de dor de cabeça. Fui até o muro da casa, levantei os braços e disse: Senhor, se eu tiver de passar por amis sofrimento, te imploro, me dê força e resignação . (Resumindo) Por causa de uma meningite, dentro de cinco dias, levou minha linda Wanusa Andréia.

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