Enfrentei sozinha a viagem sem nada compreender, minha mãe também colaborou e assim cheguei em Lima, bela cidade. Ia com a intenção de passar quatro meses afim de ver o nascimento da minha segunda neta, filha do casal, mas não foi possível, passei apenas dois meses porque logo fui atormentada pelas crises e voltei muito abatida. Que logo com uns cinco meses, meu pai foi atender ao chamado de Deus, me deixando cada vez mais sofrida com as saudades daquele pai tão bom e afetuoso.
Com esta, fiquei ciente que não devemos fugir dos problemas e sim enfrentá-los.
Sempre ia dar assistência a minha mãe,q eu também fazia de tudo para me ver feliz. Combinou com minha irmã e me fizeram uma grande surpresa no meu aniversário festejando aqui em casa.
E o tempo foi passando e meus filhos fazem de tudo para me ver feliz. Novamente fui à Lima com Marileide e Alana, sua filha. Depois, fizemos uma bela excursão. Mesmo viajando, sentia saudades de meu pai e o meu desabafo era escrever, fazendo de conta que estava conversando com ele e fazia de tudo para passar as saudades mais rápido. E logo viajamos.
Passamos dez dias no apartamento do Aragão, meu sobrinho, que nos hospedou muito bem, mostrando tudo de belo que tem no Rio. Depois de dez dias, fomos para uma excursão até as três fronteiras do Brasil: Uruguai, Paraguai e Argentina.
Dormindo nos melhores hotéis, e fazendo refeições nos melhores restaurantes. No último dia, nos ofereceu um jantar com música ao vivo e, depois do jantar, tinha outra turma, e começaram logo um forró, que é meu fraco.
E a turma caiu no forró, dançando e minha turma só olhando. Eu: hein? – imaginei – que turma mole! Então, doida pra dançar, olhei para minha filha com carinha de velório, escutando uma história que a o filho dela tinha morrido e as lágrimas descendo. Eu pensei: meu Deus, já derramei tantas lágrimas e uma oportunidade de me divertir eu não vou perder.
Olhei para toda a turma e disse: se ao menos um entrar neste forró, eu serei a segunda. Mal fechei a boca, o nosso guia saiu com uma moça e o marido da velhinha chorosa saiu se requebrando e eu atrás e minha filha disse que até riu. A velhinha logo pegou o lenço, enxugou os olhinhos e também saiu se requebrando e toda turma dançou.
E eu agradeci a Deus por ter secado as lágrimas da velhinha. Então, a minha vida mudou. Saía para dançar com minhas filhas, mas nunca dei motivo para ser desrespeitada. Eu só queria me divertir, para apagar um pouco o que sofri na vida. Conheci muitos lugares com minhas filhas: Camocim, Piauí, Serra Grande, Guaramiranga, Natal, Crato, Juazeiro do Norte, muitas serras, muitas praias e outros lugares que estão perdidos na minha memória.
Mas logo depois a união do meu ex-marido não deu certo e eu disse que ele podia voltar e trazer o filho dele, mas íamos viver como bons amigos. Não deu mais certo como esposo, as somos bons amigos e eu quero muito bem o filho dele e ele demonstra gostar de mim. Me chama de mãezinha como meus netos, assim vivemos em perfeita amizade.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Viagem para Lima
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