terça-feira, 16 de junho de 2009

A Pracinha

Um dia acordei com vontade de beber
Um golinho só para cumprir o meu dever
Ao chegar em casa minha mulher se alterou
Com um copo d’água na minha cara ela jogou

Jurei que nunca mais isso aconteceria
Jurei por bom Jesus e também virgem Maria
Agora o que eu quero é sair da nostalgia
Viver com minha família com bastante alegria

A rapaziada me levava pela prosa
Porque eu fazia uma forte palhaçada
Logo eu saia pra pegar minha carroça
Deixando todos eles numa forte gargalhada

Veja o que faz, não quero mais
Um passo em frente e um outro pra trás
Minha família, dando desgosto
Jogando até copo d’água no meu rosto

Agora em frente sou muito amado
Já consegui um pouquinho de sorte
Por minha família sou estimado
Vivo feliz com a minha consorte

Noite de luar

São lindas e numerosas
As estrelinhas que no céu flutuam
A lua suave e formosa
Alegrando as crianças da rua

O seu suave clarão
Do calor nos protegendo
Apagando a escuridão
Romantismo oferecendo

É lindo nosso luar
Nas noites de nostalgias
Nos convida para amar
Transformando em alegria

Do alto só vemos beleza
Transportando para o chão
Animando a natureza
Apagando a escuridão

O amor é lindo

Veja que coisa mais linda!
Este casal de pombinhos
O Márlio e a Kafinha
Estes dois namoradinhos

Parece os dois corações
Se uniram num só gigante
Os pássaros entoam canções
Com este amor tão vibrante

Como é bela esta união
Estão sempre bem juntinhos
É um amor com perfeição
Se amando com tanto carinho

Peço a Deus todo momento
Para o futuro brilhar
Tendo só contentamento
E nada pra prejudicar

Ofereço esta poesia
Para o Márlio e Kafinha
Pra só viver com alegria
É o que deseja. Mãezinha

Que beleza

Quisera por um momento
Me virar num passarinho
Voar pelo firmamento
Semeando seu carinho

Que beleza angelical
Cheia de paz e amor
É lindo este casal
Beijando um conjunto de flor

Me sinto muito encantada
Com esta linda natureza
Me sinto mais animada
E com muita fortaleza

Faço muita rogativa
Pedindo ao criador
Pra vida ser mais afetiva
Semeando o seu amor

Devemos aproveitar
Meditando esta beleza
Aprendendo a respeitar
Pra vida ter mais nobreza

Gosto de dançar

Minha vida é como a roleta
Girando sem parar
Mesmo assim sou satisfeita
Porque só vivo pra amar

Sempre gosto de cantar
Quando estou de alto astral
Mas tem dia pra chorar
Quando não estou legal

Quando entro no salão
Ficando toda animada
Acho que chamo atenção
Achando velha assanhada

Também sou elogiada
Por gente bem educada
Porque amo e sou amada
Me sinto recompensada

Quero alegrar meu coração
Dançando o meu forró
E sem dar satisfação
Danço, que levanto o pó

É bom sonhar

Se eu pudesse alcançar o firmamento
E trazer dezenas de estrelinhas
Um belo nome eu escreveria
Pra preencher o meu contentamento
Mais lindo nome de Maria

Se eu pudesse conseguir uma livraria
Para escrever o que tenho no pensamento
Suavizando todo o meu tormento
Ofertando à humanidade mais alegria

Se eu pudesse meu sonho realizar
Belos livros escreveria
Uma bela história a contar
Sem tristeza e força pra lutar
E com grande alegria em nosso lar

Sinto muito a sede do saber
Para escrever as minhas poesias
E também a minha história escrever
Acabando com toda nostalgia

Se o Sol nasceu para todos também quero aproveitar

O Ceará é lindo

Como é lindo o Ceará
Quantas belezas mil
As ondas beijando o mar
Me orgulho do meu Brasil

Este nosso Ceará, nos mostrando essa beleza
Tem tudo para enfeitar
Embelezando Fortaleza
Com o belo verde do mar

O vento açoitando os coqueiros
O mar bravio e agitando
O sopro do jangadeiro
E o barco no cais vai chegando

Tudo isto é encantador
Aqui em nosso Ceará
O povo é repleto de amor
Tem presteza a ofertar

Meu Brasil, meu Ceará
Terra que me viu nascer
Estrela no céu a brilhar
Alegrando o meu viver

Crianças

Veja que coisa linda
Com sorriso encantador
Inocente pura e meiga
Cheia de paz e amor

É lindo a sua pureza
Aumenta a nossa energia
Elas nos dão fortaleza
E também muita alegria

O seu sorriso inocente
Não existe outro igual
Parece que afasta da gente
A tristeza e todo o mal

Nela só existe lealdade
Amor meiguice e ternura
Nos dando felicidade
Estas lidas criaturas

Cresce linda criança
Conduz contigo a pureza
Traz ao mundo esperança
Dando ao povo essa surpresa

Eu quero entender

Eu já contei o que passou com minha ex-nora, quando Jesus levou a avó dela para a vida espiritual, que, em pleno dia, assistindo televisão, fui surpreendida e vi minha nora: deu um beijo na minha em testa, como eu já contei.
Nós mantemos um relacionamento que o casamento acabou, mas continuamos boas amigas. Eu ainda não entendo, mas existe algo forte com nós duas. Certa manhã fui acordada com um beijo e eu correspondi.
Logo cedo, recebi a triste notícia que um rapaz que ela estava começando um romance com ele, sendo uma boa pessoa, tinha sido vítima de um assalto que os bandidos transferiram ele para a vida espiritual.
Ela me contou e fiquei muito penalizada pelos dois.
Ela continua sendo uma boa amiga. Nós nos entendemos muito bem.

Transmissão de pensamentos

Já estavam chegando as férias e, como de costume, minha família peruana vem curti-las aqui em nossa casa. Já estava tudo certo e só faltava marcar o dia da chegada. Todo dia eu pedia ao meu neto Márlio para ver se tinha notícia e nada. Certa noite, eu não conseguia dormir, sentindo coisas estranhas, e, já perto de o dia amanhecer, eu rezei e pedi que, se tivesse algo querendo falar comigo, eu gostaria de saber. No mesmo instante, surgiu aquela transmissão de pensamento: “Mensagem para ti”.
Também por pensamento, eu disse: “O que”? Ela repetiu: “Tem mensagem para ti”. Eu perguntei: “Como te chamas”? Ela respondeu: “Edna”. Eu disse: “Edna, quero ser sua amiga”.
Era um pensamento diferente. Logo cedo eu perguntei ao meu neto Márlio: “Tem alguma mensagem”? Ele disse: “Não, Mãezinha, já lhe disse que todo dia eu olho e nada tem”. Eu disse: “Vá agora mesmo e olhe que tem”. Ele foi e voltou rindo: “Pois num é que tem. Já está marcado o dia da viagem”. No meu pensamento, anotei todo o físico dela. É uma adolescente bem-feitinha, bonita e com os cabelos na altura dos ombros estirados.

Eu ainda continuo freqüentando o espiritismo, o Senhor Almerindo, e não posso faltar porque eu preciso receber passes por ser muito sensível. Quando me ausento, voltam as mesmas crises, pesadelos e tudo o que sofria antes. Também visito o Grupo Espírita Paulo e Estevão por ser mais próximo da minha residência, e onde estou, procuro formar meu círculo de amigos.
Sempre que terminavam as reuniões, eles pediam que eu fizesse a prece final e eu sempre escrevia antes, pois, de improviso, sou fraca, e sempre escolhia uma para rezar.

Saudades do papagaio

A minha filha criava
Um bicho de estimação
Gargalhava, falava, cantava
Era a nossa diversão

De minha casa para a dela
Para entrarmos em comunicação
Abrimos uma porta
Para quando houvesse precisão

Aquele papagaio que muito nos animava
Com o verde cor-de-esperança
Conversava e cantava
Alegrando até as crianças

Quando entrava em depressão
Ele logo me ajudava
Entrava em conversação
Depressa tudo passava

Um dia, com grande tristeza
Ele foi acidentado
Aquela grande beleza
Tratado com todo cuidado

Foi com grande nostalgia
E dor no meu coração
Me alegrava todo dia
Foi uma desilusão

Meu papagaio querido
Eu sempre vou recordar
Tu foste um grande amigo
Mas Deus vai lhe compensar

Família reunida

Mas a vida é assim, não existe felicidade completa e sim, momentos de felicidade. Quando nos unimos para chorar, choramos unidos, e quando nos reunimos para brincar, brincamos unidos.
Sempre festejamos as nossas folias no sítio da Vera e aproveitamos quando chegam as férias para fazermos aquela comemoração para as pessoas que moram longe a fim de ficarmos mais felizes e matarmos as saudades.
Eu gosto de escrever qualquer coisa para o ambiente se tornar mais animado. Dançando, outros gostam da piscina e jogos, e assim, todos escolhem o que mais gostam.
Assim esquecemos os tempos sofridos e vamos curtir tudo que gostamos. É muito importante para aproveitar mais os tempos favoráveis.
Até que enfim, nossa família reunida! Não podia passar em branco e fomos curtir nossas brincadeiras no sítio. Eu sempre curtia com meus versos e, dessa vez, a brincadeira foi com a personalidade de meus filhos.

O segundo sonho

Sonhei que minha mãe, junto a Francisca, uma moça que trabalhou para ela durante oito anos, estavam cada uma em uma porta da casa que ela havia morado, mas a casa estava toda deteriorada. As duas, vagarosamente, em ritmo de dança, tipo valsa, entoavam uma linda canção que nunca ouvira mais linda.
Quando se encontraram bem no centro da casa, as duas se abraçaram. Acordei alegre, pois parecia que aquela canção não saia dos meus ouvidos. Este foi meu último sonho com ela, como quem diz: “Vou voltar feliz e deixar felicidade”.
Foram dois lindos sonhos.

A minha libertação freqüentando o espiritismo

Novamente as crises e pesadelos começaram a me martirizar. Então resolvi ir ao meu cardiologista. Ele disse que já tinha atendido muitos pacientes com o mesmo problema que o meu, dizendo que eu procurasse o Centro Espírita (o caminho da luz), que ia ser atendida pelo senhor Almerindo que era bastante viajado e estudado e todos se libertaram e mesmo ele era honesto e bom médium.
Cheguei em casa, contei a minha família e o Capitão Rogério, com sua gentileza, se comprometeu em me levar, que o dia de atendimento sempre era às quartas-feiras, às 6 horas da manhã.
Então, 5:30 horas da manhã, ele, que é meu genro, casado com minha filha Rose-May, fez a gentileza de me levar até lá. Escutei o evangelho, recebi passes e atendi ao chamado dele. Ele perguntou meu nome e idade e disse: A senhora é uma pessoa muito sofrida, tem forte mediunidade e é bastante sensível. E tem um espírito familiar lhe acompanhando, ela está vestida de roupa estampada e é idosa. Eu perguntei: “E o que ele quer? Ele respondeu: Não sei, mas se desceu, veio por algum motivo”.
Voltei pensativa em tudo o que o Almerindo me falou. À noite, já suspeitando que era minha mãe, rezei e pedi que me tirasse a dúvida. De qualquer maneira queria saber quem era o espírito que estava ao meu lado.
De repente, não sei bem explicar, mas senti algo na minha cabeça e vi, perfeitamente a um metro de distância de minha rede, minha querida mãe, do mesmo jeito que ele disse, com a roupa estampada, do jeito que ela gostava de se vestir. Me olhando com seu semblante muito triste. Na manhã seguinte a minha filha Marileide chegou e disse: Mãe, sonhei com a vozinha com o vestido estampado do jeito que ela gostava de se vestir e vi bem nítida.
Na noite seguinte, tornei a rezar, dizendo: “Mãe, estou feliz por ter visto a senhora, só que a senhora estava muito triste, a senhora precisa de alguma coisa ou eu estou fazendo algo errado”? Logo aconteceu do mesmo jeito comigo. Eu estava sentada na rede e ela ajoelhada, pegou os meus ombros abraçando e eu fiz o mesmo e ouvi uma frase: “Me perdoa!!!” Nem era a minha voz nem a dela. Era uma voz jovem.
Logo cedo, minha filha Marileide chegou e disse, antes que eu contasse, o que me aconteceu: “Mamãe, tornei a sonhar com a vozinha. Eu vi bem nítida e com um menino, só que o menino eu só via o vulto e eu abraçava ela e disse: Vozinha me perdoa por eu não ter ido ao seu enterro”.
Também contei o que tinha acontecido comigo e disse: “Na certa, o pedido de perdôo que ouvi, era o seu e fiquei contente por ter visto minha mãe, mas só não gostei da tristeza dela, que não me disse nada”. Mas já não sentia crises, era até uma certa paz em mim.
Sempre eu ia passar os finais de semana na casa de praia do Wellingthon, meu filho, mas, durante esses dias, eu estava angustiada e sem dormir, até que na quarta-feira à noite eu tive um forte pesadelo que até cheguei a acordar o meu filho com a ‘zoada’ e ele perguntou: “O que a Senhora está sentindo”? Eu respondi: “Meu filho, durante esses quatro dias, eu vivo angustiada, com fortes pressentimentos, sem saber o que será”. Só não disse nada mais para não se preocuparem comigo. E continuei: “Mas hoje mesmo quero ir embora”.
Voltei para casa e o carnaval já ia começar na próxima semana. A família já estava toda combinada para passear reunidas na mesma casa de praia do Wellingthon, então me perguntaram: “A Senhora não vai arrumar suas coisas para ir”? Eu respondi: “Não vou”. “E a Senhora vai ficar sozinha e deixar de se divertir com a família? Logo a Senhora que gosta tanto de dançar”?
De quinta pra sexta eu acordei rápido, me sentei na cama, aflita, com o coração bem acelerado. Cedo, a Rose-May, de saída, ainda perguntou: “A Senhora não vai mesmo”? Eu respondi: “Não, minha filha. Meu coração está pedindo para eu não ir, mesmo que fique sozinha”. Ela disse: “Tá bom, mulher teimosa. Qualquer coisa, o Rogério vai ficar aí em cima no apartamento”.
Então fora para a casa de praia, ficando a Marileide para ir sábado de manhã. À noite ela ainda veio para ver se conseguia me levar, mas logo o telefone chamou e ela atendeu com a voz trêmula, querendo disfarçar para eu não notar. Eu disse: “Minha filha vocês estão escondendo alguma coisa de mim”? Ela, então, disse: “Vá tomar seu calmante e vá dormir”.
Eu saí quase correndo e, sabendo que não iriam mesmo me contar, tomei o calmante e fui dormir. Acordei cedo, minha filha Vera já estava aqui e eu calma alizada, acho que minha mãe estava ao meu lado para ajudar. Então, eu, bem calma, perguntei: “O que vocês estão fazendo aqui”?
Ela disse: “Voltamos todos, houve um acidente. O Alison, que é filho do Wellingthon, brincando com o Juninho, filho da Rocicler, casada com o Kleber, o peruano, estava os dois brincando com uma espingarda do caseiro da casa de praia, pensando que estava descarregada, e atirou no Juninho e ele chegou aqui apagado”. Eram primos muito unidos.
Continuei calma e, quando meu filho Wevergthon chegou chorando e perguntando se eu já sabia, voltei a mim e minha mãe talvez pensou: “Agora não posso fazer mais nada”. Eu disse: “O meu netinho morreu”?
Então ele ficaram passando uns dias aqui em casa a fim de recuperarem-se. Agora vou para uma fase que foi muito dolorosa.
Certo dia, minha filha estava deitada na poltrona. Eu, olhando para ela, fui para o meu quarto, abracei a imagem de Nossa Senhora e pedi: “Minha mãe celeste, minha filha está sofrendo muito a falta do filhinho. Eu te peço com toda a força do meu coração. Aproveita este sono dela e deixa que seu filhinho vá lhe confortar”. E ainda pedi achando que pedia muito. “Se puder, deixa que os meus três filhos, que também estão na vida espiritual, se reúnam com ele”. Coloquei a Santa no seu lugar e logo minha filha acordou com o semblante melhor.
Me olhou e disse: “Mamãe, eu estava sonhando com meu filhinho. Ele se deitou comigo, me abraçando, e eu tanto beijava como abraçava. E aí ele suspendeu o corpo e disse ‘Mamãe, a Senhora sabe que a sua amiga – não lembro o nome dela agora – matou um garçon’? Então ele saiu percorrendo toda a casa. Ele, eu vi muito bem, mas tinham três vultos de crianças brincando com ele na maior folia, percorrendo toda a casa, brincando. Riam muito”. Nossa Senhora atendeu o meu pedido de que os três vultos deviam ser meus filhinhos e tanto ela quanto eu ficamos felizes com este sonho.
Ele gostava muito de jogar video game com os meninos e o Senhor Almerindo disse que ela botasse o que ele gostava porque ele ainda estava perturbado e sentia bem com os primos.
Então, eu estava na casa de minha filha Vera, que é conjugada com a minha, e os meninos estavam jogando video game. De repente, batem na sirene, e três vezes mais. Eu olhei o portão, então eu disse: “Vera, tocaram a campainha e aquele menino de frente pro portão não abre”. Ela olhou e disse: “Eu não vejo menino nenhum ali”. Logo, ele saiu em direção ao quarto dos primos e foi aí que vi que era o meu netinho Juninho.
Com o passar do tempo, o sofrimento já ia suavizando, certa noite eu tive um belo sonho com minha mãe, mais nova e esperta, andando rápido com uns peixinhos na mão. Eu perguntei: “Mãe, a Senhora está bem”? Ela disse que sim, então perguntei pelo meu pais e meu sobrinho, Gerson, e ela confirmava que estavam bem. Quando fui perguntar pelo Juninho, ela nem deixou terminar o nome e disse: “Estão todos bem”! Ela estava bem mais nova e eu quase correndo para fazer as perguntas, mas não alcançava. Foi um belo sonho.

E São João continua

Existe um certo ditado
Quem ri depois ri melhor
Mas nunca fica atrasado
Para levantar o pó

O Pedro chamou a Filó
Para dançar no salão
Eu gosto de dançar só
E deu-lhe um empurrão

Tá bom cabra da peste
Eu sou a tua filozinha
Me agarra e me aperta
Preu ficar mais danadinha

Aí os dois se agarraram
Ligeiros que só furacão
Então os dois se beijaram
Dentro do próprio salão

Eita muiezinha danada!
Esta é o meu amor
Ele não agüenta a dançada
Passou mal e desmaiou

Levanta daí seu molhão
Eu continuo a dançar
Não vou sair deste salão
Vou arrumar outro par

Arrocha moçarada
Vamos continuar reunidos
Dançando neste salão
Vamos todos prevenidos
Para não haver confusão

E anima rapaziada
Dançar inté o sol raiar
Vamos dar muita virada
Beber bastante aluar

Vamos comer milho assado
Pamonha, bolo e fubá
A gente fica suado
Mas também vai abafar

A noiva gostou da cachaça
Antecipou o casamento
Os dois ficaram cansados
Sem o seu divertimento

Mesmo assim vamos brincar
Com esta boa folia
Deixa a poeira levantar
Curtir a nossa alegria

Arrasta pé moçarada
Vamos festejar São João
Agarra tua namorada
Aqui dentro do salão

Ninguém pode cochilar
AA gente brinca e não briga
Nesta grande animação
Se enche bem a barriga
Mas use água e sabão

Temos tudo pra comer
Tudo é muito, nada é pouco
Pipoca e aluar para vocês
Cuidado com o papoco

Cuide de tampar o nariz
Mas continue a dançar
Não ligue o que o povo diz
Porque não pode parar

Não faça como Mariquinha
Deixou cair a sainha
Sendo pisada no chão
Ficando só de calcinha

O amor mais puro

Bela! Cheia de ternura
Transmite paz e bonança
O mimo de criatura
Com um sorriso de criança

És uma jóia querida
Que muito nos alegrou
Enfeitando nossas vidas
Nos dando paz e amor

Seus cabelos bem branquinhos
Como flocos de algodão
Esta linda joinha
Me alegrou o coração

Mãe querida é, vejo
Que está chegando ao fim
Sinto muito e receio
Vai doer muito em mim

Mãe, eu não vou chorar
Tu me ensinaste a sofrer
Os suplícios suportar
E a tristeza entender

Jamais serás esquecida
Tranquilamente vai
Encontrar uma nova vida
Bem juntinho de meu pai

Dá ao meu pai meu recado
Que a prole que ele deixou
Continua organizada
Do jeito que ele ensinou

Sonhos com pesadelos

E tudo estava em perfeita paz, eu sempre, nos fins de semana, ia dar assistência a minha querida mãe que já está ficando velhinha.
Certa noite eu tive um sonho tipo pesadelo. Sonhei que eu e minha mãe estávamos deitadas na cama e meu pai, já falecido, estava entre uma porta da casa da refesa, só que esta dita porta ele tinha mandado abrir para ficar em comunicação com os filhos, só que ele abriu e ficou tudo rebocado , mas no sonho ela estava com os tijolos alternados, um sim e faltando outro em toda a porta e meu pai, bem no meio dela.
Acordei assustada pensando pensando o significado daquele sonho em pesadelo?
Com uns quinze dias, recebi um telefonema, avisando que minha mãe estava doente. Então, aumentei mais ainda as visitas a fim de dar assistência a ela que sempre ia se agravando, cada vez mais. Depois, outro telefonema, que ela estava em coma.
Viajei às pressas, mas quando cheguei, para minha surpresa, ela tinha recuperado do coma e fiquei feliz em vê-la sentada que logo olhou para mim com seu lindo sorriso e fiquei feliz.
O sonho lindo que tive com o Gonçalo (nosso pai)
Ela era uma doente e dizia que não sentia nada. Sempre com seu belo sorriso e, como ela gostava muito de cantar, eu aprendi tudo que ela cantava. E muitas vezes meu sobrinho Raimundo chegava lá com o violão para ele mesmo com a vozinha enfraquecida, ela cantava. Um dia ela pediu para eu cantar quase sem voz e não se lembrava e dizia canta, a janela! Eu perguntei: Eu perguntei. É o professor apaixonado? Ela disse que sim. E eu cantava com ela. Minha mãe era uma doente alegre e, assim, foia vida dela. Só que eu, era igual a ela, nas preocupações, sempre fui muito preocupada com a família e sempre pedindo a Deus para nos defender dos males e com esta grande sensibilidade nós duas sofríamos. Sempre pedindo a paz nos nossos lares e ela conseguiu e eu continuo fazendo a nossa prece e graças a Deus estamos conseguindo e vamos continuar conseguindo, que é a herança que vamos deixando de geração em geração.
E continuando ao lado dela sempre recordei do sonho pesadelo que tive uns quinze dias antes, que até esqueci de contar o resto.
Ela deitada e a família em torno dela dando assistência e meu pai entre a porta e no outra na outra noite fez uma rogativa, pedindo a solução do sonho e sonhei com a dita porta deteriorada com as falhas dos tijolos, já era bem novinha envernizada, como se fosse um caixão.
E, muito triste, lembrei-me: aquele pesadelo foi um aviso e minha mãe está prestes a deixar a vida terrena. Regressei ao meu lar, triste e pensativa. Com poucos dias recebi a tristeza peleja que minha querida mãe tinha partido para a vida espiritual e recordando os versos, poesias que fiz com ela quando ela estava muito doente.
Viajei pedindo a Deus para que ela seguisse sua vida espiritual com a felicidade e voltei triste, mas agradecendo a Deus pelos pais maravilhosos com uma longa vida e agradeci a Salete, esposa do Doutor Ivan e a todos que colaboraram nestes momentos de sofrimento que nunca as esquecerei pedindo as suas recompensas.
A minha despedida foi uma poesia do jeito que ela gostava de escrever e cantar. Vai com Deus mãe querida.

Meu querido pai

Já passaram muito tempo
Que partiste para a vida espiritual
E continuas vivo em pensamento
Linda vida que nunca praticou o mal

Jamais serás esquecido
Tua meiguice, tua ternura
Tu foste um pai bem querido
Uma linda criatura

Tenho na mente guardados
Teus conselhos, teu semblante
Contando piada animada
Sempre foste um pai vibrante

Foste um pai lutador
Na tua missão paternal
Nos dava bastante amor
Para evitar o mal

Faço uma rogativa
Pelo bem que nos ofertou
Pra ser feliz na nova vida
Que Jesus nos enviou

Viagem para Lima

Enfrentei sozinha a viagem sem nada compreender, minha mãe também colaborou e assim cheguei em Lima, bela cidade. Ia com a intenção de passar quatro meses afim de ver o nascimento da minha segunda neta, filha do casal, mas não foi possível, passei apenas dois meses porque logo fui atormentada pelas crises e voltei muito abatida. Que logo com uns cinco meses, meu pai foi atender ao chamado de Deus, me deixando cada vez mais sofrida com as saudades daquele pai tão bom e afetuoso.
Com esta, fiquei ciente que não devemos fugir dos problemas e sim enfrentá-los.
Sempre ia dar assistência a minha mãe,q eu também fazia de tudo para me ver feliz. Combinou com minha irmã e me fizeram uma grande surpresa no meu aniversário festejando aqui em casa.
E o tempo foi passando e meus filhos fazem de tudo para me ver feliz. Novamente fui à Lima com Marileide e Alana, sua filha. Depois, fizemos uma bela excursão. Mesmo viajando, sentia saudades de meu pai e o meu desabafo era escrever, fazendo de conta que estava conversando com ele e fazia de tudo para passar as saudades mais rápido. E logo viajamos.
Passamos dez dias no apartamento do Aragão, meu sobrinho, que nos hospedou muito bem, mostrando tudo de belo que tem no Rio. Depois de dez dias, fomos para uma excursão até as três fronteiras do Brasil: Uruguai, Paraguai e Argentina.
Dormindo nos melhores hotéis, e fazendo refeições nos melhores restaurantes. No último dia, nos ofereceu um jantar com música ao vivo e, depois do jantar, tinha outra turma, e começaram logo um forró, que é meu fraco.
E a turma caiu no forró, dançando e minha turma só olhando. Eu: hein? – imaginei – que turma mole! Então, doida pra dançar, olhei para minha filha com carinha de velório, escutando uma história que a o filho dela tinha morrido e as lágrimas descendo. Eu pensei: meu Deus, já derramei tantas lágrimas e uma oportunidade de me divertir eu não vou perder.
Olhei para toda a turma e disse: se ao menos um entrar neste forró, eu serei a segunda. Mal fechei a boca, o nosso guia saiu com uma moça e o marido da velhinha chorosa saiu se requebrando e eu atrás e minha filha disse que até riu. A velhinha logo pegou o lenço, enxugou os olhinhos e também saiu se requebrando e toda turma dançou.
E eu agradeci a Deus por ter secado as lágrimas da velhinha. Então, a minha vida mudou. Saía para dançar com minhas filhas, mas nunca dei motivo para ser desrespeitada. Eu só queria me divertir, para apagar um pouco o que sofri na vida. Conheci muitos lugares com minhas filhas: Camocim, Piauí, Serra Grande, Guaramiranga, Natal, Crato, Juazeiro do Norte, muitas serras, muitas praias e outros lugares que estão perdidos na minha memória.
Mas logo depois a união do meu ex-marido não deu certo e eu disse que ele podia voltar e trazer o filho dele, mas íamos viver como bons amigos. Não deu mais certo como esposo, as somos bons amigos e eu quero muito bem o filho dele e ele demonstra gostar de mim. Me chama de mãezinha como meus netos, assim vivemos em perfeita amizade.

O desquite

Sempre deve ser assim, devemos aproveitar os melhores momentos de nossas vidas, porque ela é cheia de altos e baixos. Então, chegou o tempo do comércio fracassar e fomos perdendo a fábrica por causa de roubo, do responsável e com isto as lojas também, ficando apenas uma e nossa casa de morada.
Como meu filho Wellington estava numa posição muito boa no banco, empregou os irmãos, inclusive, minha sobrinha Sandra e continuávamos nossa vida numa boa. Mas só a nossa vida conjugal que não estava bem, que por motivo justo pedi o desquite, mesmo porque ele já estava construindo família.
Meus filhos ficaram muito preocupados mesmo porque eles gostavam de nós dois - porque ele sempre foi um pai muito bom. Mas, por outro lado, viram a minha situação e a Marileide e a colaboração de outros filhos me ofereceram uma viagem para Lima, no Peru, e eu que só viajava de Ipueiras para aqui (Fortaleza), nunca sai para outro lugar sem entender nada de viagem , mas como estava cheia de problemas e também queria rever minha família Peruana, afim de matar as saudades.

Minha família

Minha família é animada
Gostamos de muita folia
Com a vida bastante amada
Gostamos de alegria

Gostamos de cantar piada
Ninguém quer ficar calado
A gente de boa risada
Parece periquito em roçado

Todos falam de uma vez
Não se usa a educação
Queremos ter o prazer
Gostamos de animação

Muita piada engraçada
Pra ninguém ficar comovido
O menor é afastado
Quem não gosta tampe os ouvidos

Todos querem aproveitar
O nosso belo momento
A educação pode faltar
Queremos contentamento

Ouro sonho real

noite, sonhei que estava morando nesta mesma casa. Eu vestida com um lindo conjunto verde com uma estampa muito linda. ( que o verde simboliza esperança). Em frente dela, recostada num carro, como se fosse me.. Usando óculos e, por sinal, eu estava muito feliz no sonho.
No dia seguinte, contei o sonho a minha vizinha até achando graça. Este sonho é impossível, eu com um carro usando um lindo conjunto, que saio vestida quase como freira por causa do preconceito da cidade! Os óculos, talvez, vá usar com o tempo passando, a visão vai diminuindo.
A minha que era tia do meu esposo disse admirada: Mas que sonho! Eu só não quero perder minha vizinha.
Sonho realizado
Com mais de um ano, meu sogro foi atender o chamado de Deus e meu esposo disse: Odete, não temos mais condições de continuar morando aqui, com a viagem de meu pai, vai ser repartido os bens e somos muitos irmãos o que vai me tocar, não vai ser suficiente para continuar com a nossa produção e cria de bens de fôlego. Então, você vai à Fortaleza já que o Welligton e a Rose-may estão lá e procure alugar ou comprar uma casa. Enquanto isso acontece, eu vou providenciando a venda de nossos bens. Já tenho uma quantidade e você poderá dar uma entrada para ficar mais seguro.
Eu parei um pouco pra pensar: Deixar toda minha família aqui, principalmente, meus adorados pais para ir morar numa terra que só ia pra lá para sofrer por motivo de doença?
De repente, senti aquela força como se alguém estivesse me ajudando e, logo, me entusiasmei, sem vacilar um só momento. Contei a minha vizinha e ela disse: espero que seja feliz, só lamento perder minha vizinha.
Então, parecia até que um mundo novo e bonito ia começar para nós.
Providenciei a viagem, sem vacilar um só instante, só o que me deixava triste era ficar distante das pessoas que mais amo, principalmente, dos meus queridos pais.
Fui bem recebido na casa de nossos amigos conterrâneos, que sejam tia Nem e as filhas que já matínhamos grande amizade, morando na mesma rua da nossa querida Ipueiras e somos gratos pela boa hospedagem, que logo consegui a compra da casa, que por coincidência era na mesma e mesma distância daqui.
Voltei para fazer a mudança, e encontrei o carro em frente de casa, que foi preciso fazer pequena reforma e providenciada pelo meu filho Welligthon.
Logo ao chegar, me senti como se estivesse quase no paraíso. O sol penetrava em nossa casa com mais brilho, parecia até que os pássaros entoavam canções, festejando a nova nascida. Minha vida mudou com muita felicidade.
A meu esposo, com meu filho Wevergthon logo montaram uma fábrica de calçados, começaram a trabalhar e tudo era maravilhoso em nossa vida.
Sendo eu a única filha que mora aqui, logo chegaram meus sobrinhos, afim de concluírem os estudos, que foram José, Wilton e Sandra, filhos de minha irmã Dulce e Gilson, e Jeovana, filha de minha irmão Gildete (Deti).
Todos eram bons amigos e divertido na mais perfeita união com meus filhos e muito estudiosos, também comecei a receber a linda visita de meus pais e outros sobrinhos, irmãos, que não dava pra sentir muito a mudança, se tornando uma casa bem animada e o meu querido sobrinho Aragão que é bem divertido e eu gosto bastante daquele danadinho.
Eles colaboravam bastante com as despesas, foi uma linda temporada e eu, sempre alguns fins de semana, estava lá para curtir com meus pais e família. E aqui sempre era aquela animação, contando piadas, etc.

Os três botões

Ganhei três botões de rosas
E tratavas com carinhos
Em botões, Deus os levou
Me deixando os espinhos

Os espinhos que ganhei
Já não digo maldição
Pois foi o que herdei
Para a minha perfeição

Agora unidos com Deus
Mais lindos e puros estão
Peço que lembre dos meus
Orando por seus irmãos

Aos poucos com ajuda de Deus
Os sofrimentos foram suavizando
Hoje entendo que tudo faz parte
da vida e estamos aqui para cumprir uma missão
Cada qual fazendo sua parte com
paciência, é um grande passo pra
vida espiritual.

Pressentimento

Já tinha passado dois anos e a saudade ainda martirizava. Certa noite, acordei pelo choro convulsivo de minha filha Marileide e chegando ao quarto dela estava sentada na cama e quando me viu, disse:
- Mamãe, a senhora não morreu?
Eu respondi: não, minha filha, você não está me vendo?
Ela disse: Eu estava sonhando que ia levando a senhora morta.
Eu acariciei ela e disse:
- Durma, foi apenas um sonho!
Passei o dia angustiada e a noite não saía do quarto do meu lindo casalzinho. Não me cansava, pegava um, beijava, abraçava, e depois fazia a mesma coisa com o outro. E fui deitar tarde sem querer sair de perto deles. Só não entendia. Sabia que ia acontecer algo de ruim, mas não entendia qual dos dois, querendo aproveitar os poucos momentos para curti-los.
Acordei ansiosa numa tristeza invadindo todo o meu ser. Fui acariciar a Wanuzinha, notei que ela estava muito quente e se queixando de dor de cabeça. Fui até o muro da casa, levantei os braços e disse: Senhor, se eu tiver de passar por amis sofrimento, te imploro, me dê força e resignação . (Resumindo) Por causa de uma meningite, dentro de cinco dias, levou minha linda Wanusa Andréia.

A Cruz

Certa manhã, acordei assustada. Logo ao abrir os olhos, vi uma grande cruz, do mesmo tamanho e a mesma largura da nossa cama de casal.
Levantei-me, equivocada, imaginando o que significava aquela cruz tão grande.
Olhei para o meu filhinho caçula José Caubi Filho e notei os olhinhos dele inchados. Sem perder tempo, levei-o ao médico de Ipú, próximo à Ipueiras.
Ele fez alguns exames e me disse:
- Leve seu filho rápido para Fortaleza.
Sem perca de tempo, viajamos, no trem, que era o único transporte e era um dia de viagem. Chegando lá, logo fui recebida e hospedada na casa da bondosa Eliete, casada com o irmão do meu esposo, que logo, no dia seguinte, nos levou ao consultório do Doutor Fernando, que, por sinal, tinha a fama de ser um dos melhores médicos da Capital. Ao chegarmos, ele viu os exames e examinou meu filhinho.
Eu, pressentindo algo triste, perguntei:
- Doutor é grave?
Ele respondeu:
- Grave, grave, gravíssimo!
Passou os remédios e voltei pra casa angustiada.
Não querendo contar todo o sofrimento. Estou resumindo grande parte. Mas Deus sempre me dava sua força, que eu conseguia, vencer todas as barreiras, afim de salvar meu filhinho. E foi no decorrer de três anos de luta e viajando para Fortaleza com temporada de inverno, por diversas vezes não seguia a viagem e tínhamos que esperar por socorro, mas eu sempre procurava manter a calma me comunicando com as outras companheiras de viagem afim de não mostrar a tristeza para meu filhinho.
Mesmo ainda fiquei gestante duas vezes. Que o primeiro foi meu filho Wevergthon e a segunda, a minha linda Vanuza Andréia. Eu continuava a luta pela saúde de meu filho, até perto do parto, passando uns três meses em casa, amamentando, mas logo quando eles ficavam mais fortes, mais ou menos uns dois meses, eu seguia viajando, passando apenas uns três dias para cuidar do meu casalzinho que, durante a minha ausência, ficavam aos cuidados de meus filhos. Mas a doença se agravava dia-a-dia, que foi consultado cinco médicos, e o desengano era o mesmo. Estou resumindo o sofrimento, que só com a ajuda de minha mãe e pai e Deus, eu sempre sentia aquela força divina.
Ainda fiz a última tentativa, porque disseram que tinha um médico muito famoso que curou um que estava no mesmo estado do meu filho.
Esta foi a última viagem, porque lá mesmo ele atendeu ao chamado divino. Voltei arrasada de dor e saudades do meu filho, pedindo a Deus pela bondosa Eliete que me ajudou nestes anos de sofrimento com tanta gentileza e rogo a Deus por tudo que ela ajudou para que ele desse a ela uma boa recompensa.
Logo pensei: Senhor, daí-me força para suportar esta separação e pelo menos fingir que estou alegre para alegrar meu casalzinho, que ainda não compreendem o mundo e nas horas do meu desabafo, me trancava no banheiro para depois ir conversar com eles, fingindo que tudo estava feliz e ainda agradecia a Ele, dizendo: Senhor, tu me tiraste um e me deste dois.
E continuava com a luta do dia-a-dia, agradecendo a Deus pelos pais que me davam muito carinho e meus oito filhos maravilhosos.

O sonho real

Tendo meu filho Wellingthon completado dezoito anos, foi chamado para cumprir a voz do dever e a noite viajou ele e seu amigo, Cardoso, para Crateús afim de servir o Exército.
Fui dormir angustiada, chorando com saudades do meu filho e rezando por ele.
Logo ao dormir, sonhei, que ele e o amigo dele estavam de volta os dois, alegres e rindo.
A minha filha Zaida Maria chegava dizendo, com alegria:
- Mamãe, vá até a sala que a senhora vai ter uma surpresa!
Eu me abracei com ele e perguntei:
- Filho, vocês foram dispensados? O meu sonho foi verdade?
Ele muito alegre disse:
- Sim, mamãe e nada fizemos, só ajudamos um amigo a varrer um quarto por brincadeira.
Acordei triste e pensando no sonho. Meu Deus se ao menos este sonho fosse realidade! Comecei a luta do dia-a-dia e logo chega minha filha Zaida, com as mesmas palavras e aconteceu o sonho realizado, sem faltar nenhum detalhe e foi grande a minha felicidade agradecendo a Deus.

A Prole

E era assim, a prole aumentando todos os anos. Depois nasceu Vera Lúcia. Foi uma gravidez e um parto muito sofridos. Além de todos, eu tinha dificuldade de dilatação e sofria muito e no sete mês de gestação teve o sarampo que complicou muito o parto. E depois, a Maria Rocicler e depois Francisco Flávio, que Deus levou com dois meses e sofri muito com a falta do meu filhinho.
Mas a gente tinha muita fertilidade que, além dos dez filhos, fazia as nossas defesas que nada adiantava porque ainda teve três abortos não provocados, que no último morreu dentro do meu útero com cinco meses e nasceu com sete, que me deixou bastante doente.
Depois nasceu Marileide e depois Zaida Maria. E aí fez pausa de sete anos por causa dos abortos não provocados.
Foi aí que nasceu José Cauby Filho que foi motivo de alegria por ser homem que só tinha Wellington.
Por causa dos abortos ele passou sete anos caçala. Era uma criança forte e inteligente.

Crises

Sofria muito com pesadelos, sonhos agitados, ouvia vozes, pressentimentos e não tinha explicação o diagnóstico dos médicos. Exames eram todos normais e com isto sefria muito. Um sonho sempre repetia.
Sempre sonhava com um homem vestido de branco.
No último sonho ele já não estava estido de branco, com um chapéu na cabeça e uma vela acesa, falando muito e gaguejando.
Eu disse para minha mãe que aquele homem sempre me aparecia em sonho.
Ela falou: “Interrogue”. Eu disse: “Tenho medo!”. Então ela abraçou o meu braço e o meu pai o outro e falamos os três.
Debaixo da voz de Deus, diga o que quer. Ele gaguejando disse:
“Eu quero um terço”.
Rezei o terço, ofereci a ele e os sonhos desapareceram.
Então eu perguntei a meu sogro se havia morado um homem que só se vestia de branco.
Ele respondeu que sim e que era alfaiate. E tinha morrido naquela mesma casa.

Curti muito meus filhos

Além da luta, gostava de arrumar minha casa, fazendo tapete de lã e, mesmo gestante, balançava o filho mais novo fazendo lindos tapetes com a imaginação. Balançando a rede com o bumbum e cantando.
Costurava para toda família a partir do meu esposo até a o mais novo, bordava na máquina e manualmente, também ponde marca e a tarde banhava todas, fazia cachos, trocava a roupa bordadinha e aplicada e mandava passearem nas calçadas e às vezes ainda ganhava dinheiro costurando para a freguesia e tudo isto só com a criatividade. Ainda fazia rosas, bolo e cocada doce para vender. Cinco horas da manhã já estava de pé para fazer as mamadeiras das crianças a fim de tomarem dormindo para cuidar da luta do dia-a-dia.

Um acidente

Passado uns dias de nossa volta, tudo estava perfeito. Certo dia, o meu cunhado Esmeraldino chegou com meu esposo caçada e o meu cunhado colocou a espingarda em cima da mesa a fim de descarregá-la. Eu estava perto e ele disse: “Sai daí, Odete”.
Só que não deu tempo e o dedo dele escapuliu do cão e fui alvejada por 7 chumbos na barriga e cinco no pulso e saí atordoada, gritando “Tá doido, Esmeraldino?”. De repente o meu esposo veio ao meu encontro e disse: “Pegou em você?”
Eu respondi: “Ele atirou perto de mim e o Cauby pegou no meu pulso e disse: “Você está pálida! E tem sangue!”. Eu disse: “Então atingiu minha barriga porque eu senti uma pancada forte. Ele não fez de propósito porque nós éramos muito amigos. Ele ficou chocado.
Então ele chamou o médico do lugar e ele passou pomada e mandou ter repouso.
Mas com sete dias nasceu uma criança bem raquítica e o médico não garantiu a vida dele porque a placenta não estava completa.
Ele não fixava a boca e as unhas eram só as aparências. E nasceu com intequirice, mas envolvemos em cobertores de lã, colocamos um calço no queixo dele e com aos cuidados maternos, amamentando e as ervas milagrosas, com dois meses se tornou uma linda criança bem forte.
O nascimento foi no dia sete de novembro e antes de completar um ano, dia primeiro do mesmo dias de todos os santos, nasceu a segunda filha, Maria Rose-May, formando um lindo casal.
Naquele tempo não tinha iluminação elétrica, se tornando tudo mais complicado por falta de geladeira, fogão a gás, mas eu enfrentava com prazer e sempre tinha uma pessoa para ajudar, além de minha querida irmã Maria de Lourdes, que todos os dias vinha a me ajudar na luta do cotidiano.
Esta foi a minha primeira dor da separação, Deus levou minha querida irmã aos dezesseis anos, que foi uma perda muito sofrida.
Além do surgimento e da luta, a produção de filhos era grande, quase todos os anos ia aumentando, mas Deus me dava tanta energia que rompia tudo com resignação e prazer.

Meu Casamento

Mas logo chegou o dia do nosso casamento, que foi meu primeiro e único amor, e era bem correspondida.
Mas após cinco para seis meses, o meu esposo disse-me: “Odete, já vai começar a moagem na serra e não devemos perder está boa temporada. Temos que cavalgar. Os cavalos são ensinados e mesmo você em sela de homem não tem perigo”.
Eu vacilei dizendo: “Como? Se eu nunca cavalguei e com a barriga bastante crescida...”
Ele respondeu: “Antes nós vamos treinar no lugar certo”.
Eu concordei para não perder esta boa oportunidade, fizemos o treinamento e me saí muito bem.
Então ele disse: “Vamos marcar a viagem que, pelo que vi, você vai ser uma verdadeira amazona”.
A serra era distante e a ladeira bastante apiqui, mas a estrada era boa e, mesmo gestante, em sela de homem e só um pé no estribo por causa do preconceito, eu só cavalgava a galope.
Mas recompensava a viagem. O clima, puxando alfinim, batida, garapa, tudo era fantástico.

Minha Infância (medo de pecar)

Recordo de minha infância
Com muito medo de pecar
Eu ainda bem criança
Mas tinha que me confessar

A minha avó Mãe Maria
Era uma avó caridosa
Com ela, eu sempre sorria
Suave como uma rosa

De certo modo eu errei
Ela me repreendeu
E eu com tromba de elefante
Chamei ela de bufante

No outro dia fui me confessar
Como vara verde tremia
Mos precisava contar
E afastar a agonia

Eu muda sem nada falar
E o padre três me mandou
Os meus pecados contar
E aí a coragem voltou

De bufante chamei minha avozinha
Bufante? O que quer dizer?
Não sei! Magoei a velhinha
E agora? O que vou fazer?

E com ar de risa a me fitar
Por causa da minha inocência
Se levante e vá rezar
Rino boa penitência

E eu feliz me levantei
Pra rezar minha oração
E muito contente fiquei
Por ter recebido o perdão

Eu era tímida, mas muito astuciosa. Também era vingativa, não com violência, só com coisas banais. Agüentava crítica calada. Mas só ficava satisfeita quando dava uma boa resposta. Coisas de criança.

Casa Vazia

Esta casa, este lar
Que os deu tanta alegria
Aonde aprendemos a amar
Está ficando vazia

Já foi muito festejada
Por filhos, parentes e netos
A casa mais animada
Também com muitos bisnetos

Passamos tristeza e dor
Alegria e emoções
Sempre existiu muito amor
Alegrando os corações

Aqui todos reuniam
Contando lindas histórias
Todas alegres sorriam
Que não saiu da memória

Aquele casal ditoso
De alegria e vibração
Foi ficando mais idoso
Mas bem forte o coração

Aos poucos se esvaziando
O destino assim o faz
E o tempo foi passando
Mas sempre existiu muita paz

O mundo da felicidade

Lembro muito bem, eu ainda criança ouvia falar num lugar muito lindo chamado amor e não existia sofrimento, só alegria. O mundo da felicidade.
Eu pensei! Um dia eu vou conhecer este lugar e, se gostar, até morar. Então, olhando para o firmamento, fiquei encantada, meditando a lua com sua constelação e disse: “Que beleza! Vou ver se consigo alcançá-las”. E saí correndo e elas também correndo comigo. E continuei correndo e pensando, “já estou ficando cansada e elas não param de correr”.
De tanto correr fiquei exausta e levantei os olhos e vi que elas também pararam. Comecei a pensar: “Tanto que eu corri e não achei esse lugar tão lindo chamado felicidade”. Então surgiu no meu pensamento: “Ela estava correndo com você, você parou e ela também parou. Mas ela está sempre ao seu lado. Nunca deixe de correr, se lutares você vai alcançar”.
Então, continuei com a jornada, sempre confiante de um dia encontrar.
De tanto procurar saí em busca e encontrei espinhos tortuosos. Nesta caminhada, só existiam espinhos que me dilaceraram e com bastante sofrimento. Supliquei: “Senhor, eu ando em busca da felicidade e esta caminha está me torturando muito e ninguém me ajuda”.
Novamente senti aquela força extra: “Eu estou sempre ao teu lado. É uma ajuda para a felicidade, continue com paciência, um dia vai encontrar. Não se desespere e não pare de lutar”.
Então resolvi estudar a fim de compreender a vida. Comecei feliz, mas houve tantos empecilhos que não pude continuar. Então senti que foi um tempo perdido e nada aprendi. Um tempo que estacionou em minha vida material, e pensei: “Se continuar assim, será um tempo parado para a vida espiritual”.
Resolvi casar. Logo chegou uma batalha de filhos e até alguns netos para criar. Eu pensei: “Com essa numerosa família, vou acumular muitas felicidades para o meu futuro”.
Realmente tudo aumentou de uma vez. Amor, carinho, felicidade e eu agradecendo ao Divino Mestre àqueles anos de prazer.
Mas sempre caminhava nas estradas tortuosas cheias de espinhos. Suplicava: “Senhor, estou sofrendo muito, mas não paro de te amar e peço-te que me ajude a engolir esse cálice de ferro”. Surgiu no meu pensamento: “Sempre este é um passo mais forte para a felicidade futura. Não te desesperas que eu estou contigo sempre”.
E novamente senti mais uma força extra que consegui vencer tudo. Novamente, na minha caminhada, surgiram novas lindas flores, momentos favoráveis. Eu agradeci a Deus por tanta felicidade. Começava a pensar: “Tenho que semear e oferecer também aos outros que quanto mais eu doar mais eu vou receber”.
E o tempo passou rápido. Não sou mais aquela criança correndo com a lua e sim uma pessoa idosa que já passou por altos e baixos, mas com coração com mais força para o amor e agradecer ao Divino Mestre, a família, a união e o amor que recebo que foi a linda herança que recebi de meus pais. Peço-te, Divino Mestre, que esteja sempre ao nosso lado, para nos desviar de toda maldade, apagando todo o negativo de nossas caminhadas. E vou caminhar pensando em Deus até quando ele permitir.

Queremos você de volta

Meu sobrinho Aragão
Porque você se ausentou
Te amo de coração
Nenhum motivo alegou!

Formando uma vida animada
Com alegria e união
Sempre com tanta risada
Quase rolando no chão

Porque você nos desprezou!
Fugindo da nossa amizade
Tanto tempo se ausentou!
Nos deixando com saudade

Contava tantas piadas
Com Rocicler minha filha
Eram tantas gargalhadas
Que todo o mundo sorria

Os dois eram grandes artistas
Procurar trabalho, pra quê?
Era muito humorista
Esperamos por você

Com amor e carinho
Te ofereço esta poesia
Tia Odete

Um Sonho com Dupla Realidade

Meu esposo trabalhava em uma mercearia, comércio dele. À noite, ainda cedo, ele chegou e disse:
- Odete! Eu ainda vou voltar, mas não feche a porta logo voltarei e sou vou despachar uns fregueses.
Mas eu, tomada pelo sono, fechei a porta e logo dormi. Sonhei que minha irmã Lourdes, que já falei a respeito dela, chegava aflita e dizia:
- Odete! A Alcrícia cortou a mão do Pompeu (ambos eram irmãos do meu marido).
Então eu perguntei:
- Como?
Ela respondeu:
- Tu já sabes como a Alcrícia é danada! Ele está derramando muito sangue e está sempre desmaiando. Acho que é com medo!
Mas logo acordei com as pancadas na porta e foi abri-la, e disse:
- Já?
Ele respondeu:
- Tive que fechar a mercearia, pois os caras estavam bêbados e começaram a discutir, e o Antônio cortou a mão de Pedro, ele está desmaiando, mas eu acho que é de medo. Mas tem razão, a mão dele está sangrando muito.
Eu abismada com a notícia disse:
- Como pode? Eu estava sonhando isso. A diferença é porque era com os teus irmãos.
Depois de uns três anos, aconteceu o mesmo acidente, só que não foi briga. Ela estava com um pedaço de cana e ele pediu uma ralinha, e quando ele pegou, ela puxou, cortando a mão dele do mesmo jeito que sonhei. E logo foi levado ao hospital porque estava sangrando muito e ele estava desmaiando, exatamente como meu sonho de três anos atrás.

Um Sonho Sempre Repetido

Eu sempre sonhava com um homem vestido de branco, e este sonho sempre se repetia. Na última aparição em sonho, ele já não estava mais vestido de branco. O ambiente e a roupa dele estavam um pouco turvos, e ele com uma vela acesa na mão e andando muito rápido, apressado, percorrendo o ambiente da sala como se estivesse agoniado, falando também apressadamente e gaguejando muito. Eu nada entendia do que ele dizia.
Eu disse pra minha mãe que sempre tinha aquele sonho, só que este havia sido diferente e ele estava aflito.
Ela disse:
- Interrogue para saber o que ele quer.
Ao lado de minha mãe, chegamos mais perto dele e dissemos:
-Debaixo da voz de Deus, diga o que quer.
Ele respondeu mesmo agoniado. E eu só entendi essas palavras:
- Eu quero um terço.
Logo que acordei, rezei um terço e ofereci a ele, e os sonhos não voltaram.
Eu perguntei ao meu sogro se alguma pessoa que só vestia roupas brancas tinha morrido nesta casa, e ele me respondeu que sim. Era um alfaiate (Naquela época estilista, costureiro era chamado de alfaiate). Então eu rezei para ele e os sonhos não continuaram.

A Primeira Aparição

Eu estava dormindo com meu esposo e logo ao acordar vi uma grande cruz suspensa a um metro de altura acima de nossa cama, da mesma largura e tamanho.

Fiquei surpreendida com aquela visão, e partir desse dia começou um sofrimento de três anos. Fazia viagens de trem com meu filho de sete anos, que estava com os dois rins afetados. Mesmo com o tratamento penoso, eu engravidei duas vezes. E após esses três anos de tratamento, com muito sofrimento, ele faleceu aos dez anos de idade. A minha última tentativa a fim de salvá-lo foi levá-lo para Fortaleza.

Deixo de contar tudo detalhadamente, porque é o mesmo que repetir todo o sofrimento. Sempre pedi forças a Deus para me dar muita paciência, e eu mesmo sofrendo, fiquei feliz, pois ganhei um casal de filhos, que curtia muito. Eles me davam muita felicidade.

Dois anos após a morte do meu filho, tive outro pressentimento, sentindo que ia perder um dos outros dois.

A missão do Sol

O Sol que clareia tanto
Com teus raios luminosos
Enche a vida de encanto
Enchendo um mundo de rosas

Logo ao romper da aurora
Vem surgindo triunfante
Com pouco de meia hora
Tudo se torna brilhante

Vens com teus raios luminosos
Apagar a escuridão
Clareando os criminosos
Que vivem na prisão

Meio dia passa a esquentar
Fica mais forte o calor
Quem não tem onde abrigar
Oferece o teu amor

E esconde ao anoitecer
Chegando a escuridão
Surgindo ao amanhecer
Continua a tua missão

Meu neto Adriano

Adoro este neto querido
De um olhar sedutor
Nunca serás esquecido
Tu transmitiste muito amor

Tua meiguice, teu carinho
Este jeitinho de olhar
Reluz em teu olhar
Para a vida enfrentar

Procura sempre lutar
Tu tens o dom da perfeição
Este jeitinho de amor
Conquistou meu coração

Expulsa de teu caminho
Para viver em sossego
Toda droga, todo espinho
E terás bom progresso

Tu tens magia no olhar
E uma voz bem mansinha
Te peço, sempre escutar
Os conselhos de tua mãezinha

De mãezinha para Adriano

A mais bela herança

Foi a mais linda herança
Que ganhei em minha vida
O meu coração balança
Com uma vida bem vivida

A educação, os amores
A ternura e o carinho
Os conselhos sedutores
Enfeitando meu caminho

Minha mãe e meu pai
Diziam para não errar
Para não praticar o mal
E só lutar para amar

Meu pai sempre trabalhou
Para cultivar o amor
Com nove anos enfrentou
Seu trabalho de valor

Meu pai herói vencedor
Te adoro com perfeição
Minha mãe lutou com amor
Nos dando bela lição

Pai herói

Você nasceu para ser forte
Já rompeu muitas barreiras
E também tem muita sorte
Seus atos são verdadeiros

Bom filho, bom pai, bom marido
E também um bom irmão
Por todos é muito querido
Porque tem bom coração

Lutou muito para vencer
Ganhou boa posição
Não pode esmorecer
Siga sempre a boa lição

Afaste os meus pensamentos
Libertando das maldades
Expulse o que lhe cause tormento
Conquistando a felicidade

Procure lutar com amor
E também com paciência
Para não sofrer dissabor
E ter boa recompensa

De Odete para seu filho Wellingthon

O que eu Gosto e o Que Não Gosto

Tristeza
Ver tanto isso em um só mundo.
Violência, tragédia, assaltos e fome.

Sorte
Ter nascido pelos pais maravilhosos que nunca os esqueci. E também pelos meus filhos que amo muito e sinto amada por eles.

Angústia
Quando quero ajudar as pessoas q amo e não encontro solução.

Almejo
Tudo de especial para minha família, paz, união, saúde e sorte.

Devoção
Deus e nossa senhora.

Religião
Católica, mas admiro muito o espiritismo e acredito firmemente porque eu sinto paz nas reuniões e me trouxe, muitas respostas para um sofrimento de uns 40 anos.
Sinto-me feliz e realizada.

Admiração
O lindo firmamento, o sol, as nuvens, a lua, a constelação, tudo que é natureza porque é na própria natureza que deus está presente em tudo.

Ódio
Não existe em meu coração

Morte
Não tenho medo porque é mais uma passagem para outra vida. Rogo a deus e me esforço para que seja melhor que esta.

Divertimento
Festas com a família reunida, gosto muito de dançar e cantar quando estou de alto astral.

Decepção
Por não ter tido o privilegio de estudar para escrever lindas poesias, livros com historias, importantes novelas,. Mas procuro escrever com meu pouco saber, mas com a força da mente. E, é um prazer escrever porque estou desenvolvendo o q gosto e conversando com minha própria imaginação.

Minha bisneta

Eu vivo num aconchego
Pequenino até demais
Mas todo dia eu sinto e percebo
Os carinhos de meu pai

Eu sou bem pequenininha
Vivendo somente aqui
Mas sou muito danadinha
Um dia vou sair

Todo dia vou crescendo
Neste mundo sedutor
E cada vez percebendo
Que recebo mais amor

Um dia vou crescer
Enfrentar o mundo agitado
Mas eu sei que vou vencer
Porque eu sou muito amada

Já recebo oração
Pedindo ao criador
Para ter um bom coração
E uma vida de amor

Rogo a deus com muito amor
Pedindo com todo afeto
Para que não seja uma sofredora
E ilumine minha bisneta

Meus netos

Adoro todos os meus netos
Por eles sinto afeição
E também muito afeto
E amo-os com perfeição

Por eles sinto amor
São os prêmios que ganhei
A todos dou muito valor
A todos sempre amarei

Sempre estou ha aconselhá-los
Para não terem que sofrer
Fazerem o bem e não errar
Estou cumprindo o meu dever

Procurando ter sucesso
Na vida material
E também muito progresso
No plano espiritual

O perdido está perdido
Procure viver o presente
Não fique desiludido
Porque o bem não fica ausente

Tudo na vida é passageiro
Procure viver o bem
Só o amor é verdadeiro
Principalmente no além

Meus sete filhos

Aqui estão meus filhinhos
Todos são bons companheiros
Eles são muito bonzinhos
Topam todas brincadeiras

Wellington faz tudo com amor
Pinta quadros com perfeição
Gosta muito de cantar
Tocando seu violão

Rose-may é bem alerta
Está sempre bem disposta
Não faça ele de besta
Se não quiser ter resposta

A mais calma é a Vera
Mas ninguém mexa com ela
Se pisar nos cabelos dela
Acaba virando uma fera

A mais peralta é a Rocicler
Não cai em nenhum deserto
Anedota é o mais quer
Quem quiser saia de perto

A Leide tem bom coração
Fala sempre com firmeza
Tem muita preocupação
Zangada! Não é moleza

A Zaida é um favo de mel
Raramente é agitada
Mas quando recebe o fel
È uma gata assanhada

O Wevergthon é repentista
Tudo ele leva na prosa
Piada é o que mais gosta
Para tudo ele tem resposta

O Hirley Deus me enviou
Com carinho
É um grande conquistador
Nunca lhe falta um amor

A moagem na serra

Tenho recordação
Do tempo que já passou
E também resignação
Do que mais me maltratou

Relembro a temporada
Que tinha que cavalgar
Na nossa vida passada
Pra poder viajar

Eu, meus filhos e esposo
Viajávamos a cavalo
Foi um tempo bem gostoso
Que não se sentia o embalo

Vendo lindas paisagens
Os pássaros a cantar
Seguimos a viagem
Sem ver o tempo passar

Nas noites enluaradas
Tinha histórias inventadas
A gente dava risada
Todas as grandes disparadas

Era gostoso acordar
Com o cheiro da moagem
Alfenim para puxar
Recompensava a viagem

Cedo ao se levantar
Tinha tudo para comer
Era mel para refrescar
Garapa para beber

Tudo era uma beleza
Para as minhas criancinhas
Naquela linda natureza
Fazendo rapadurinhas

Viajando Para a Serra

Sempre nós viajamos com nossos filhos para passar uma temporada na serra de meu sogro, na época da moagem, era uma temporada muito boa, os boiadeiros tomavam conta de tudo fazendo rapadura, mel, batida, por fim alfenim e garapa, a noite, tinha um contador de histórias e nos reuníamos em roda sentados no chão, debulhando e ouvindo as histórias, era rápido que o feijão era debulhado.
De tanto ele contar histórias o seu repertório esgotou-se e já não tinha mais graça. Minha cunhada disse: e esta era para o meu falecido esposo.
Minha cunhada disse: puxa! Esta também não teve graça. O homem disse: ta bom, mas esta vocês vão gostar. Um homem foi pescar, voltando com os lábios sangrando, a esposa perguntou: o que foi isso? O esposo com a voz fanhosa respondeu: foi a traíra. Minha cunhada olhou para mim e disparamos uma risada, e foi uma risada completa por causa da história sem graça. O homem ficou feliz e disse: eu sabia que essa vocês iam gostar.

Recordação de Minha Mocidade

Como na vida tudo muda! Com a evolução do tempo, muitas vezes me pergunto. Será que está melhor o passado ou o tempo atual? Claro que tudo evoluiu e facilitou muito a vida, mas em sofrimento é um verdadeiro clamou tudo está pior. Mas eu quero deixar este assunto de tristeza encerrado e falar um pouco de minha mocidade.
Meus pais tiveram 12 filhos e as quatro primeiras foram Eliete, Neusa, Fransquinha e eu. Odete a quarta filha.
Naquela época, não em vez de paquera, que agora é um tal de fica, quando o rapaz queria namorar uma moça, chamava-se flerte e ele saia, se virava todo tempo olhando para traz e era chamado “fuguete”.
A gente era bem unida e gostávamos de fazer brincadeiras umas com as outras.
Naquele tempo não existia banheiro dentro de casa, era no quintal, que atualmente chamamos de muro. E por esta dificuldade, minha mãe conservava um vaso de ágata, que naquela época era pinico.
Então, em cada quarto ela conservava um afim de não irem ao banheiro a noite fazer suas necessidades fisiológicas.
E toda tarde minha irmã Neuza ia à janela para paquerar com um rapaz chamado Alvacir, que passava a cavalo a fim de dar assistência às terras de seus pais e tinha que passar o terreiro de nossa casa. Certo dia, minha irmã Elisete fez uma brincadeira com ela.
Quando ele foi passando, a Neuza k[a estava na janela e ela pegou um dos vasos que já falei chamado pinico e esticou bem o braço segurando acima da cabeça dela e ele só via o vaso suspenso e começou a rir e “saltando os folquêtes” como chavão, ria tanto olhando para trás que se envolvia no cavalo.
A noite, rapazes e moças se reuniam na pracinha da cidade e, como não existia iluminação elétrica, cada um levava sua cadeira e também lampiões, porque a lua com sua suave claridade e beleza nos ofertava, para que tornasse mais animada e romântica, principalmente para os namorados.
E assim nos divertíamos bastante, passando o anel de mão em mão para que alguém adivinhasse com qual a mãe que ele ficava. Brincávamos também da esquerda, deixando sempre uma cadeira desocupada e o vizinho chamava o outro para ocupar, dizendo “minha esquerda está desocupada e quero ocupar com fulano” e assim ia continuando. Também tinha a de patente. Exército, do soldado raso até a mais alta patente.
E outras brincadeiras que no tempo atual até parece besteira, mas para nós era um bom divertimento e sadio, com paz e tranqüilidade. A noite, a reunião era em outra pracinha, com uma banda de música e um coreto, bem no centro, se tornando mais animado na festa de Nossa Senhora da padroeira, com leilões e passeando na pracinha e também festa dançante, mas o meu namorado não dançava e não deixava eu dançar, que tinha grande vontade, mas me contentava, mesmo assim vendo os outros se divertirem.
Mesmo assim recebia cortesia de outros rapazes, mas eu o amava muito e era bem correspondida por ele, que foi o primeiro amor e único amor com quem me casei, tivemos dez filhos e três abortos não provocados e estou escrevendo meu segundo livro, cujo é Meu livro minha vida.

Ipueiras

Eu não posso esquecer
De minha terra querida
Terra que me fez crescer
E também me trouxe a vida

Em Charito eu nasci
Distrito de Ipueiras
Pouco tempo lá vivi
Deixando minhas brincadeiras

Com oito anos de idade
Voltei a minha terra natal
Com grande felicidade
Tudo pra mim foi legal

Dez filhos eu ganhei lá
Com carinho e afeição
Formando meu belo lar
Cuidando com perfeição

A sua povoação
Grande parte é Esmeraldo
Ximenes e Aragão
Uma família animada

Tem o Cristo Redentor
Com bela iluminação
Ofertando o seu amor
Que causa admiração

Parece suspenso no ar
E com bela claridade
Querendo nos abraçar
Abençoando a cidade

Todos lá se compreendem
Com amor e dedicação
Só querendo nosso bem
E com muita vibração

Sempre vou lá passear
Pra rever meus irmãos
Para a gente dar risadas
Com grande recordação

Minha querida Ipueiras
Sempre vou te dar valor
Lembrando as brincadeiras
E meus pais com muito amor

Minha Infância (medo de pecar)

Recordo de minha infância
Com muito medo de pecar
Eu ainda bem criança
Mas tinha que me confessar

A minha avó Mãe Maria
Era uma avó caridosa
Com ela, eu sempre sorria
Suave como uma rosa

De certo modo eu errei
Ela me repreendeu
E eu com tromba de elefante
Chamei ela de bufante

No outro dia fui me confessar
Como vara verde tremia
Mos precisava contar
E afastar a agonia

Eu muda sem nada falar
E o padre três me mandou
Os meus pecados contar
E aí a coragem voltou

De bufante chamei minha avozinha
Bufante? O que quer dizer?
Não sei! Magoei a velhinha
E agora? O que vou fazer?

E com ar de risa a me fitar
Por causa da minha inocência
Se levante e vá rezar
Rino boa penitência

E eu feliz me levantei
Pra rezar minha oração
E muito contente fiquei
Por ter recebido o perdão

Eu era tímida, mas muito astuciosa. Mas também era vingativa, não com violência, só com coisas banais. Agüentava crítica calada. Mas só ficava satisfeita quando dava uma boa resposta. Coisas de Criança.

Bodas de diamante

(Paródia da música Bodas de Prata)

Felizes estão festejando
E a vida vai continuando
Suas bodas de diamante
Os dois continuam se amando

A casa repleta de netos
E filhos e também bisnetos
Uma linda história a contar
Que outra na vida não há

A mais bela história que o tempo gravou
E a felicidade continua em seus corações
Transmitiram paz, carinho e amor
Lutaram sempre com dedicação

São sessenta anos de alegria e prazer
E até nos momentos de dor
Os dois corações fizeram compreender
Que a vida é tão pequena para tanto amor

Com seus cabelos branquinhos
Que a vida sempre marcou
Os dois já estão velhinhos
E sempre mais fortes no amor

Cumprindo a mais bela missão
O bom seria se o tempo parasse
Que belo e lindo a vida só riria
A paz em Gonçalo e Maria

Essa paródia é de autoria de Odete Aragão Esmeraldo, a quarta filha do casal, e foi interpretada por seu sobrinho Tonho na festa das bodas de diamante.

Meu Lar

Construí minha casinha modesta
Dentro dela cultivei o meu jardim
Plantei cravos e roseiras
Trepadeiras e também o bom jasmim

As roseiras dentro dela floresceram
Em lindas rosas logo se tornaram
Com tristeza três botões que pereceram
Não chegaram em meu jardim desabrochar

Uma mão muito linda e carinhosa
Aos poucos carregou com muito jeito
Para plantar em outro jardim de rosas
Em outro lugar mais belo e mais perfeito

Este jardim tão belo e distante
Há de durar por toda eternidade
As rosas sem espinhos são vibrantes
E serão livres de toda tempestade

Hoje é nosso dia

Antes quero agradecer. Colocando em primeiro lugar. Agradecendo ao Divino Mestre em haver sido privilegiada em conhecer o mundo pelos pais maravilhosos que me trouxeram a vida. E também agradecer a todos que estão colaborando com tanto carinho homenageando neste recanto de felicidade, a esta terceira idade, com tantos anos de luta, cada um com sua maneira, mas todos com o mesmo objetivo de construir um lindo e feliz lar, cumprindo uma linda missão.

Sinto-me realizada aqui, pela compreensão, que, com tanta dedicação recebemos iluminadas, procurando retirar de nossas mentes tudo de negativo, substituindo somente com o positivo aqui no SESC.

Agradeço a todos que estão contribuindo com esta alegria, juntamente com minhas colegas amigas.

Termino, pedindo a paz para os que nos proporcionaram esta alegria, pedindo a Deus para que todos cheguem a esta longa idade que com toda bondade já estão se aperfeiçoando para alcançar o que estão semeando.

De coração, agradeço a todos!
Odete

Genny

Alguns anos atrás
Nasceu uma linda criança
Dando alegria a seus pais
Trazendo amor e esperança

Aos poucos foi desenvolvendo
Esta linda criatura
Na vida foi encontrando
Coisas lindas com ternura

E também observando
Esta bela natureza
E aos poucos desvendando
O mundo com tanta beleza

Aquele lindo botãozinho
Aos poucos foi desabrochando
Conservando no coraçãozinho
A ternura de criança

Agora estais mulher feita
Linda com tua idade
Sinto q eis perfeita
Com muita serenidade

Genny, os meus parabéns
Por estes anos de vida
E seja feliz também
Com tua vida bem florida

Doa sempre, mas nem sempre é doado

Doutor Dumas, estou escrevendo
Esta minha poesia
E estou te oferecendo
Porque transmite alegria

Escolheste uma linda formatura
És bondoso, bastante paciente
És uma linda criatura
Se anula pra atender aos teus clientes

Quantas vezes te levantas do teu leito
Fatigado, pra atender o paciente
Mesmo assim, com um semblante satisfeito
Para ajudar e curar tanta gente

O médico se formou para lutar
Se privando muitas vezes do seu lazer
E nem sempre pode curtir o seu lar
Sendo chamado pela voz de seu dever

Contemplando o teu jeito de viver
O que doas, o que fazes, o que pensas
Mas nem tudo tu podes receber
Mas é certo. Vais ter boa recompensa.

O dia internacional da mulher

Hoje é um belo dia
Precisamos festejar
Porque nos traz alegria
Somos forte para amar

A mulher nasceu pra ser forte
Não existe fragilidade
Ela enfrenta sua sorte
Com grande felicidade

Seja ela mãe ou solteira
Tem uma força interior
Para vencer as barreiras
Com tudo e com muito amor

É bela a mãe que gerou
Cumprindo linda missão
E mais lindo a que adotou
Com amor no coração

A mulher tem grande ternura
Com seu jeitinho de amar
Ajudando as criaturas
As mães que não podem lutar

O dia das mães

Precisamos festejar este dia
Mãe ternura de mulher
Um dia de grande alegria
Com prazer e muita fé

Mãe que começa a lutar
A partir da gestação
E logo começa a amar
Com toda dedicação

Aquele fruto de amor
Doando tudo q tem
E uma jóia de valor
Não quer perder pra ninguém

Mãe nasceu pra lutar
Por eles vive a sorrir
São os encantos do lar
Fazendo-nos divertir

Mãe tu vives no meu coração
Tuas palavras de amor
Teus carinhos e sedução
Toda paz nos ofertou

Agora que vives no alem
Sinto uma grande esperança
Peço a deus q esteja bem
Com teu sorriso de criança

Eu te admiro

Gema quando te conheci
Naquele mesmo momento
Coisas lindas eu senti
Dentro no meu pensamento

Meditando teu semblante
Algo lindo encontrei
Que eis uma estrela brilhante
E com alegria fiquei

Na magia do teu olhar
O teu jeito encantador
Nascente para lutar
Semeando muito amor

Transmite com lealdade
Amor, ternura e prazer
E também felicidade
Quero contigo aprender

Eu vivo sempre a sonhar
O meu lançamento fazer
Mas não pude estudar
Pra sentir este prazer

Ivana Barbosa Sobre Odete Aragão

A sutileza dos sentimentos emana da alma e flui em manifestações sublimes.

Traduzir em palavras estes sentimentos, com certeza é a maior qualidade de Odete Aragão. Ela é essa pessoa, que por meio de seus versos, demonstra-nos com leveza e sensibilidade a beleza de sua personalidade dócil e humana.

O amor pela sua terra natal, Ipueiras, é por ela exaltado em versos que emocionam e encantam como expressa o seguinte trecho:

“Vamos entrar em ação
Lutando com coisas verdadeiras
Usando a nossa união
Homenageando Ipueiras

Nossa terra tem valor
Muita gente com talento
Vamos lutar com amor
Aumentar o contentamento”


A natureza, uma de suas prediletas fontes de inspiração também ganha brilho divino, através da sua sensibilidade poética, como nos versos a seguir:

“Quando fito os olhos para o firmamento
Fico animada vendo a natureza
Meu coração balança de contentamento
Olhando para cima só vejo beleza”


Odete costuma dizer que escreve “com a força do pensamento e o amor no coração”. E eu, sua facilitadora no SESC, que acompanho seu processo de criação, sei exatamente da verdade dessas suas palavras. Por isso, sinto-me gratificada em acompanhar seus passos e trazer até o leitor a escrita de alguém que passou por muitas dificuldades, mas com uma fé inabalável e um talento que merece ser reconhecido, pois, embora sem estudo, nunca desistiu de lutar pela realização de seus sonhos.

Mais que o dom de escrever, Odete carrega em si a capacidade de amar ao próximo, de ser tolerante e cordial com todos ao seu redor. Seus poemas são simplesmente o reflexo de uma pessoa, cujo coração alimenta apenas bondade e muita fé, portanto, quem a lê realmente tem um grande privilégio: desfrutar dos belos pensamentos e sentimentos de um ser em harmonia com Deus.

Francisca Ivana Barbosa Chaves

Facilitadora do Grupo de Criação Literária
Encontro com a Palavra do SESC, formada em Letras – Port./Lit. pela Universidade Estadual do Ceará – UECE)

Acróstisco

Dentro de um grande homem
Reina um forte coração

Nada mais linda que esta profissão
Amor, ternura, paciência e luta
Irradia alegria nas horas de sofrimento
Renuncia seu lazer para atender um paciente